4ª edição de “Belgian-Portuguese Routes for the Blue Economy” decorreu em Lisboa

29 Jun, 2022 | Economia do Mar

A edição deste ano, que integrou a agenda oficial da Conferência dos Oceanos das Nações Unidas, a decorrer em Lisboa, contou com a participação, na sessão de abertura, de Rui de Oliveira Neves, da Morais Leitão, Vincent Van Quickenborne, Ministro da Justiça e do Mar do Norte da Bélgica, José Maria Costa, Secretário de Estado do Mar de Portugal, Isabel Estrada Carvalhais, Membro do Parlamento Europeu, Felix Leinemann, da Comissão Europeia e Rui Faria da Cunha, Presidente da Câmara de Comércio Belgo-Portuguesa.
Depois da abertura, o programa dividiu-se em três sessões: 1. Energia e Transporte, 2. Rumo a soluções resilientes e regenerativas para as zonas costeiras, e 3. Biotecnologia e Bioprodução.
A primeira sessão foi moderada por Frederico Ferreira, do Fórum Oceano, e teve como oradores António Sarmento, da WAVEC, com o tema “Novas ideias para captar a energia eólica oceânica na Europa”; Casimir Morobe, fundador da Toqua, com o tema ” Uso de machine learning para reduzir o consumo de combustível na indústria naval”; Jorge Antunes, da Tecnoveritas, com o tema “Descarbonização, o Dilema da Navegação”; e Jan Navratil, da Solvay, com o tema “Remoção inteligente de emissões: de soluções onshore para offshore”.
A segunda sessão foi moderada por Ann-Katrien Lescrauwaet, Diretora de Relações Internacionais no Flanders Marine Institute e teve como oradores Diogo Mendes da HAEDES, Marc Huygens da DEME e Filipe Porteiro da OMA e Okeanos (Universidade dos Açores), que falaram sobre “Pode a vegetação aquática ser utilizada para mitigar os problemas costeiros?”, “Como escalar as soluções baseadas na natureza para a gestão costeira e estuarina? Um mostruário costeiro & bankbusters” e “Proteção costeira num sistema complexo e altamente energético: o caso das Ilhas dos Açores”, respetivamente.
Por fim, a terceira sessão foi moderada por Gonçalo Carvalho da Sciaena e contou com Paulo Serra Lopes, da Aquazor, que falou sobre “Novos sistemas de aquacultura em Portugal, o caminho azul para o futuro”, Helena Abreu, da AlgaPlus, com o tema “Algas, do desafio à oportunidade”, Bert Groenendaal, da SIOEN, que apresentou novas cordas marinhas biodegradáveis sob o tema “Aplicação de têxteis biodegradáveis para aquicultura offshore”, e Miguel Pardo, da Medeina Engineering, com o tema “Oligochaete worms: uma nova abordagem num contexto de dragagem e engenharia hidráulica. Trajetória para aplicações em escala real.”.
Nas palavras de Frederico Cardigos, vice-presidente da Câmara de Comércio Belgo-Portuguesa, “a Câmara continuará a fomentar a sinergia entre as empresas da Bélgica e de Portugal para a criação de oportunidades na economia azul com o adequado enquadramento ambiental e social”. Para isso, Piet Haerens, também vice-presidente da Câmara de Comércio, nota que “é preciso conhecer o enquadramento político que deverá dar segurança aos investidores dos dois países. É essa solução que as Rotas propiciam”.
Nas palavras do Secretário de Estado do Mar de Portugal, José Maria Costa, “Portugal e a Bélgica partilham um forte empenho na proteção do Oceano e a visão de que este objetivo é perfeitamente compatível com o desenvolvimento da Economia Azul. É sem dúvida uma situação de win-win. Impulsionar a Economia enquanto se protege o Oceano”.
Felix Leinemann, da Comissão Europeia, observa que “Com a sua nova abordagem para uma economia azul sustentável, a Comissão Europeia delineou as transformações que serão necessárias através das cadeias de valor marítimas, de modo a que estas contribuam para o Acordo Verde Europeu. Os projetos-piloto que mostram que a sustentabilidade compensa são muito importantes a esse respeito”.
Helena Abreu, da AlgaPlus, menciona que “as algas marinhas tornaram-se a matéria-prima sustentável do século. Da proteção e regeneração dos ecossistemas ao bem-estar humano, há oportunidades para múltiplas espécies de algas marinhas e atores em todos os sectores económicos”.
Gonçalo Carvalho, Coordenador Executivo da Sciaena, afirma que “a inovação e a tecnologia desempenharão um papel importante na chamada economia azul, mas é essencial que as soluções encontradas sejam totalmente sustentáveis do ponto de vista ambiental, permitindo às empresas desenvolver a sua atividade respeitando os limites planetários e todas as funções que o oceano desempenha”.
O evento foi coorganizado pela CCBP, HAEDES, Fórum Oceano e Sciaena, e contou com o apoio do Blue Cluster e da Morais Leitão.

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