Portugal apresentou, no dia 10 de junho, durante a 3ª Conferência das Nações Unidas sobre os Oceanos (UNOC3), em Nice, França, os resultados preliminares das contas dos ecossistemas marinhos para todo o seu Espaço Marítimo Nacional, com cerca de 4 milhões de km².
O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) foi mandatado pelo Governo de Portugal para prestar apoio metodológico e científico ao Instituto Nacional de Estatística (INE) na elaboração destas contas, no âmbito da implementação do Regulamento (UE) 2024/3024, que estabelece as contas dos ecossistemas como um elemento central do quadro europeu de contabilidade ambiental e económica. Ao abrigo deste regulamento, todos os Estados-Membros da União Europeia são obrigados a compilar dados sobre a extensão, a condição e os fluxos de serviços dos ecossistemas nos respetivos territórios.
Recorde-se que as contas de ecossistemas marinhos constituem uma ferramenta que permitirá quantificar, avaliar e valorar os serviços prestados pelos ecossistemas marinhos.
As conclusões foram partilhadas durante o side-event de alto nível “Delivering on the 2030 Sustainable Ocean Economy: Pledge to Develop Ocean Accounts by 2030”. Esta sessão, organizada por Portugal e coorganizada pela Costa Rica, Indonésia, Maldivas, Noruega, Reino Unido, OCDE, Banco Mundial e a Parceria Global para as Contas Oceânicas (GOAP), pretende evidenciar de que forma os países estão a usar as contas oceânicas como ferramentas centrais para uma governação informada e sustentável do Oceano, em linha com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030 das Nações Unidas.








