AkzoNobel encerra 2025 com melhoria das margens e aumento do resultado operacional

6 Fev, 2026 | Economia do Mar

A AkzoNobel apresentou os resultados do quarto trimestre e do conjunto de 2025, destacando a expansão das margens operacionais, apesar de um contexto de mercado descrito pela empresa como pouco favorável.

No quarto trimestre de 2025, as vendas orgânicas recuaram 1% face ao mesmo período de 2024, refletindo menores volumes. A receita total caiu 9%, influenciada pela variação cambial. Ainda assim, o resultado operacional subiu para 787 milhões de euros, comparando com 127 milhões no último trimestre de 2024.

O EBITDA ajustado no período foi de 309 milhões de euros, uma redução de 4% em termos nominais, mas com um aumento de 7% em moeda constante. A margem de EBITDA ajustado passou de 12,3% para 13,0%, impulsionada por medidas de eficiência. O fluxo de caixa operacional atingiu 462 milhões de euros, acima dos 398 milhões registados no período homólogo.

Entre os principais eventos do trimestre destaca-se a conclusão da alienação da Akzo Nobel India, com receitas de 922 milhões de euros e impacto de 655 milhões no resultado operacional. A empresa anunciou ainda a proposta de fusão com a Axalta, para criação de um grupo global no sector de revestimentos.

No conjunto de 2025, as vendas orgânicas mantiveram-se estáveis, com o aumento de preços a compensar a redução de volumes. A receita total caiu 5% face a 2024. O EBITDA ajustado atingiu 1.444 milhões de euros, em linha com a orientação inicial, e a margem subiu para 14,2% (13,8% em 2024), apoiada por uma redução de 98 milhões de euros nas despesas operacionais.

O resultado operacional anual foi de 1.164 milhões de euros, acima dos 917 milhões registados no ano anterior. O fluxo de caixa operacional ascendeu a 915 milhões de euros, refletindo melhorias no capital circulante. A empresa propôs um dividendo final de 1,54 euros por ação, em linha com o ano anterior.

Para 2026, a AkzoNobel antecipa um primeiro semestre mais fraco, com recuperação no segundo. A empresa espera melhorar o EBITDA ajustado em cerca de 100 milhões de euros e atingir, ou superar, 1,47 mil milhões de euros no conjunto do ano, em moeda constante e ajustado à venda da operação na Índia.

A conclusão da fusão com a Axalta, sujeita a aprovação regulatória e dos acionistas, está prevista para o final de 2026 ou início de 2027.

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