AkzoNobel aumenta margem EBITDA ajustada no primeiro trimestre de 2026

22 Abr, 2026 | Economia do Mar

A AkzoNobel melhorou a rentabilidade no primeiro trimestre de 2026, com a margem EBITDA ajustada a subir de 13,7% para 14,5%, apesar de um contexto marcado pelo efeito cambial e pela alienação da operação na Índia. As receitas fixaram-se em 2.386 milhões de euros, menos 9% do que no mesmo período do ano anterior.

Segundo os resultados divulgados a 22 de abril, as vendas orgânicas recuaram 1% face ao primeiro trimestre de 2025. O resultado operacional foi de 177 milhões de euros e o EBITDA ajustado atingiu 345 milhões. Em termos comparáveis, excluindo o efeito cambial e a alienação da operação na Índia, o resultado operacional aumentou 9% e o EBITDA ajustado subiu 7%.

A evolução da rentabilidade foi atribuída pela empresa ao efeito positivo de preços e a medidas de eficiência de custos. O fluxo de caixa líquido das atividades operacionais manteve-se negativo em 86 milhões de euros, mas melhorou 26 milhões de euros face ao primeiro trimestre do ano anterior.

O CEO da AkzoNobel, Greg Poux-Guillaume, refere, citado na nota divulgada, que a empresa teve um trimestre de execução sólida num contexto de mercado descrito como turbulento, destacando a expansão da margem pelo quarto trimestre consecutivo. O responsável admite que o conflito no Médio Oriente está a afetar os custos de abastecimento, mas indica que a empresa mantém a previsão para o conjunto do ano, contando com aumentos de preços já anunciados para compensar esses impactos.

A empresa anunciou também ter assinado um acordo para vender a AkzoNobel Pakistan ao Packages Group, operação cujo fecho é esperado na segunda metade do ano.

Para 2026, a AkzoNobel prevê uma melhoria de 100 milhões de euros no EBITDA ajustado em moeda constante. Com base nas taxas de câmbio do final de 2025 e ajustando a alienação da operação na Índia, a empresa estima que o EBITDA ajustado anual fique em 1,47 mil milhões de euros ou acima desse valor.

No médio prazo, a AkzoNobel aponta para uma margem EBITDA ajustada superior a 16% e para um retorno sobre o investimento entre 16% e 19%, assente em crescimento orgânico e eficiência industrial. A empresa estima ainda encerrar 2026 com uma alavancagem próxima de duas vezes a dívida líquida sobre EBITDA ajustado.

Na mesma comunicação, a empresa refere que continua a avançar com o processo de fusão planeada com a Axalta, mantendo como meta uma assembleia geral extraordinária a meio do ano para votação da proposta. O fecho da operação continua previsto para o final de 2026 ou início de 2027, sujeito a aprovação acionista e regulatória.

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