O setor dos cruzeiros em Portugal cresceu 7,3% em 2025, ano em que 80 mil portugueses escolheram este tipo de férias, segundo os dados divulgados pela Cruise Lines International Association (CLIA) a 27 de abril. O impacto económico da atividade em Portugal foi de 940 milhões de euros, com um contributo de 410 milhões de euros para o PIB e 9.800 postos de trabalho associados ao setor.
De acordo com a informação divulgada, os destinos mais procurados pelos passageiros portugueses foram o Mediterrâneo, seguido das Caraíbas, Bahamas e Bermudas. O passageiro português de cruzeiros tem, em média, 48 anos e realiza viagens com duração média de oito dias.
A CLIA refere que as compras das companhias de cruzeiros em Portugal representaram a maior parcela da contribuição do setor para o PIB, com 174 milhões de euros, o equivalente a 42% do impacto total no PIB da indústria. Já os gastos de passageiros e tripulações em negócios locais contribuíram com 150 milhões de euros para a economia.
A associação enquadra estes resultados num contexto de procura crescente na Europa, onde o mercado de cruzeiros gerou perto de 9 milhões de passageiros, posicionando-se atrás apenas das Caraíbas como destino mais procurado. O Mediterrâneo manteve-se como o principal destino para os viajantes europeus, concentrando cerca de 45% da procura.
Segundo a CLIA, este crescimento é impulsionado pela intenção de cerca de 90% dos passageiros repetirem a experiência de viagem em cruzeiro. A associação acrescenta ainda que, a nível global, cerca de 60% dos passageiros regressam mais tarde a locais que conheceram pela primeira vez numa viagem de cruzeiro.
Em 2025, o crescimento da atividade na Europa refletiu-se também nas economias locais. De acordo com os dados divulgados, 64% das viagens incluíram pernoitas em cidades portuárias, 70% dos passageiros participaram em excursões em terra e cerca de 60% regressaram posteriormente a destinos visitados pela primeira vez durante um cruzeiro.
A CLIA indica ainda que o produto turístico está a evoluir no sentido de experiências mais imersivas, com excursões em terra com curadoria, maior contacto com o património local e as comunidades e mais tempo disponível nos destinos.
No plano da frota, a associação refere que 57% dos navios atualmente encomendados estão equipados com motores multifuel. Em 2026, a frota dos membros da CLIA deverá receber oito novos navios, num investimento de 6,6 mil milhões de dólares. Até 2037, estão previstas encomendas de mais de 60 navios, correspondentes a 71 mil milhões de dólares.
A nível europeu, a indústria de cruzeiros suportou, em 2024, 445 mil empregos e contribuiu com 64,1 mil milhões de euros para a economia europeia. Desse total, 28 mil milhões de euros corresponderam a contributo direto para o PIB europeu.








