O início da pesca da sardinha em Portugal, marcado para 4 de maio, será assinalado na Figueira da Foz com a estreia do documentário “Como quase perdemos a sardinha portuguesa”, uma iniciativa do Marine Stewardship Council (MSC). O filme acompanha o percurso de recuperação da sardinha ibérica e enquadra o momento atual da pescaria.
Segundo a informação divulgada, a sardinha apresenta hoje sinais de estabilidade, após um período de maior complexidade na última década. As quotas conjuntas situam-se atualmente nas 50.294 toneladas, em contraste com as 10.000 toneladas registadas em 2017.
Esta evolução, refere a mesma nota, trouxe maior previsibilidade ao setor, com reflexos na atividade da pesca, na indústria conserveira e de congelação e nas decisões de compra da distribuição, cada vez mais orientadas por critérios de sustentabilidade. A sardinha encontra-se atualmente certificada com o Selo Azul do MSC e está presente em supermercados de mais de dez países.
O arranque da nova safra decorre no quadro de um modelo de gestão conjunto entre Portugal e Espanha, assente em princípios de precaução e sustentabilidade. Segundo o texto divulgado, esse modelo foi determinante para a recuperação do recurso.
O processo envolveu diferentes entidades ao longo da cadeia de valor, desde o setor da pesca à indústria e à distribuição. Esse contributo é apontado como decisivo para a recertificação obtida em 2025, após uma década de cooperação científica e setorial.
Para além da dimensão económica, a sardinha é apresentada como um símbolo cultural com forte expressão em Portugal, nomeadamente nas celebrações populares e na gastronomia. O momento assinalado na Figueira da Foz marca, assim, o início de mais uma safra e o consolidar de um percurso de recuperação sustentada do recurso.








