A SSL Gold Cup 2026 arranca esta semana no Lago de Neuchâtel, na Suíça, com a fase de qualificação de África e Oceânia, da qual sairão duas equipas para a fase final marcada para novembro e dezembro no Rio de Janeiro.
A competição decorre entre 2 e 4 de junho e integra o percurso de apuramento para a SSL Gold Cup Brasil 2026. As equipas chegam a esta fase depois de uma semana de treinos na frota de SSL47, já adaptadas às condições locais.
Já qualificadas por via do respetivo ranking nacional estão África do Sul, Austrália e Nova Zelândia. As duas vagas ainda em aberto serão discutidas entre Moçambique, Marrocos, Seicheles e Taiti, num quadro competitivo concentrado em apenas três dias.
A organização destaca a presença do Taiti, liderado por Teva Plichart, recordando o impacto da equipa na edição de 2023, quando se afirmou como uma das formações mais seguidas e surpreendeu países com maior tradição no evento.
Estão previstas seis regatas ao longo dos três dias, com a primeira largada marcada para as 11h00 CET em cada jornada. A previsão meteorológica aponta para um arranque sob condições mais instáveis, com possibilidade de chuva, trovoadas dispersas e vento de sudoeste a intensificar-se ao longo do dia, num cenário que deverá valorizar capacidade de adaptação e leitura do lago.
Do lado de Marrocos, Marouane Hasni, mainsheet trimmer da equipa, diz que o grupo chega à competição com ambição de qualificação, depois do trabalho realizado durante o período de treino e da preparação física feita antes da deslocação. Também o tático Hakim Hasni sublinha a experiência náutica da equipa e garante que Marrocos pretende entrar na luta pelas vagas.
Em Moçambique, o discurso combina prudência e confiança. Carlos Lino admite alguma pressão, mas considera que a equipa chega mais estável depois dos dias de descanso. Já a capitã Deizy Nhaquile aponta para uma abordagem simples, com foco em velocidade e manobras limpas, procurando reduzir o risco de erro.
Na equipa do Taiti, Yann Rigal descreve um ambiente tranquilo e confiante antes do arranque, enquanto Teva Plichart valoriza a experiência acumulada no barco, embora reconheça o nível competitivo das restantes equipas em prova.
O diretor de regata, Paul Hutton-Ashkenny, enquadra esta fase como reflexo do crescimento da competição. Recorda que a primeira edição da SSL Gold Cup, em 2022, reuniu 56 países, enquanto a edição de 2026 chega agora às 66 nações, num alargamento que a organização apresenta como sinal da expansão da vela competitiva a países emergentes.
Depois desta fase de qualificação de África e Oceânia, a base suíça de Grandson recebe ainda a qualificação europeia, entre 8 e 11 de junho. O Grupo D será composto por Áustria, Eslovénia e Estónia, enquanto o Grupo E reunirá Noruega, Bélgica, Lituânia e Sérvia.
Imagens: Cedidas pela SSL Gold Cup











