O Porto Lisboa-Setúbal vai avançar com a contratação de estudos especializados para preparar o concurso de alienação da participação pública na Silotagus, empresa concessionária dos Terminais de Granéis Alimentares da Trafaria e do Beato.
Segundo a informação divulgada, a decisão pretende definir o modelo mais adequado para o futuro da empresa, salvaguardando a continuidade do papel estratégico destas infraestruturas no abastecimento nacional de cereais e de matérias-primas agroalimentares.
Os terminais operados pela Silotagus, no Porto de Lisboa, são apresentados como elementos centrais da cadeia logística alimentar portuguesa, assegurando receção, armazenagem e distribuição de produtos essenciais para a indústria agroalimentar e para a segurança de abastecimento do país.
Os estudos a contratar irão analisar diferentes cenários de evolução da atividade, condições de mercado, enquadramento regulatório e mecanismos de proteção do interesse público, com vista à estruturação de um processo competitivo e transparente.
O enquadramento atual da empresa foi definido em outubro de 2025, quando a Administração do Porto Lisboa-Setúbal e a Silotagus assinaram o contrato de concessão de serviço público para a exploração dos terminais e respetivos silos da Trafaria e do Beato. O contrato tem duração base de 30 anos, terminando, em regra, a 30 de junho de 2055.
No âmbito dessa concessão, a Silotagus ficou responsável pela receção, movimentação, armazenagem, expedição, transporte e serviços acessórios ligados a granéis alimentares e produtos conexos nessas infraestruturas.
O presidente do Conselho de Administração do Porto Lisboa-Setúbal, Vítor Caldeirinha, enquadra a iniciativa na estratégia de valorização dos ativos portuários e logísticos nacionais, apontando para ganhos de eficiência nas cadeias de abastecimento e para o reforço da competitividade da economia portuguesa.
A operação é também apresentada como passo relevante no processo de liquidação da Silopor, iniciado em 2001 e retomado pelo Governo, além de ser descrita como uma medida central do plano Portos 5+, no quadro do reordenamento e requalificação dos terminais da zona oriental de Lisboa e da definição de uma nova estratégia integrada para a Silotagus.








