O Prosecco DOC Shockwave³ conquistou a vitória em tempo real entre os Maxi na Aegean 600, depois de um duelo apertado com o VO70 Aiolos numa edição marcada por calmarias, vento forte, rajadas violentas e chegadas muito renhidas.
A sexta edição da Aegean 600 largou no domingo, 5 de julho, da Península de Sounion, na Grécia, com uma frota recorde de 71 barcos, incluindo dez Maxi. A prova, organizada pelo Hellenic Offshore Racing Club e pela Olympic Marine, integrou também o calendário do Mediterranean Maxi Offshore Challenge da International Maxi Association.
O percurso, uma volta de 600 milhas ao mar Egeu, foi descrito pela organização como uma espécie de “mini volta ao mundo” para a classe Maxi, pela variedade de condições encontradas ao longo da regata: largada com vento forte, zonas de calmaria, passagens exigentes junto às ilhas, rajadas acima dos 40 nós e longos troços de alcance.
Na luta pela vitória em tempo real, o Prosecco DOC Shockwave³, de Claudio Demartis, conseguiu resistir à pressão do Aiolos, de George Procopiou. O barco de 90 pés cruzou a linha de chegada na terça-feira, às 14h08m27s, com um tempo decorrido de 2 dias, 8 minutos e 27 segundos. O Aiolos terminou apenas 2 minutos e 9 segundos depois.
A diferença mínima confirmou a intensidade do duelo entre os dois Maxi, com o Prosecco DOC Shockwave³ a ganhar vantagem depois de sair primeiro da zona de pouco vento a sotavento de Rodes. A partir daí, aumentou a margem no troço de bolina até Agathonissi, mas voltou a ser pressionado pelo Aiolos no longo bordo de alcance rumo à chegada.
A bordo do Prosecco DOC Shockwave³, a regata teve dificuldades desde o início. Segundo o timoneiro Lorenzo Bressani, a tripulação perdeu um spi logo nos primeiros minutos, com o Meltemi a soprar forte. Mais tarde, durante a noite mais dura da prova, o barco rasgou também o gennaker A5 numa rajada de 30 a 35 nós, depois de atingir uma velocidade máxima de 29,5 nós.
Apesar de não ter conseguido repetir a vitória em tempo real pelo terceiro ano consecutivo, o Aiolos venceu a classe IRC Maxi, terminando em tempo corrigido com 7 horas e 13 minutos de vantagem sobre o Prosecco DOC Shockwave³. O VO65 Big Sky, com tripulação polaca e liderado por Zbigniew Gutkowski, fechou o pódio IRC Maxi.
O navegador do Aiolos, Konrad Lipski, admitiu o sabor “agridoce” de perder a vitória em tempo real por tão pouca diferença, mas destacou a qualidade do resultado final. A tripulação aproveitou especialmente os troços de alcance, onde o VO70 conseguiu reduzir a diferença para o líder, beneficiando também da experiência local a bordo.
Entre os restantes Maxi, o Nice, ex-Capricorno, charterizado por uma tripulação liderada por Mauro Montefusco, terminou na madrugada de quarta-feira, seguido pelo Wild Joe, de Márton Józsa, que completou o top cinco da classe Maxi.
As unidades de rating mais baixo enfrentaram as maiores dificuldades na fase final, já com o Meltemi praticamente desaparecido. Stratis Andreadis, do Garcia 86 Meliti, relatou que a sua tripulação demorou quatro horas a completar as últimas três milhas, depois de uma regata em que passou por vento muito forte junto a Kasos e Karpathos, calmarias junto a Rodes e novos troços duros de navegação.
A entrega de prémios está marcada para sábado, 11 de julho, onde Prosecco DOC Shockwave³ e Aiolos receberão os respectivos troféus. George Procopiou, armador do Aiolos, será novamente distinguido com o George Andreadis Challenge Trophy, atribuído ao melhor membro da International Maxi Association.
O Mediterranean Maxi Offshore Challenge termina a 18 de agosto, com a Palermo-Montecarlo.
Fotografias: International Maxi Association















