A Rolex Swan Cup 2026 terminou em Porto Cervo, na Sardenha, depois de uma edição recorde que reuniu 170 iates Swan e mais de 2.000 velejadores.
A prova celebrou os 60 anos da Nautor Swan com uma das maiores concentrações de sempre de barcos da marca, representando seis décadas de desenho, tecnologia e cultura náutica.
A frota presente hasteou bandeiras de 30 países, incluindo Austrália, Japão e Nova Zelândia, e formou uma verdadeira linha do tempo viva da história Swan, desde modelos clássicos até unidades de última geração.
Entre os barcos em destaque esteve o Swan 36 Tarantella, desenhado pela Sparkman & Stephens e um dos primeiros iates de cruzeiro a separar leme e quilha, bem como os Swan 128, que representaram a expressão mais recente da tecnologia e do estilo da marca.
O programa ficou marcado pelo “Dance of the Swans”, realizado antes do início da competição, com toda a frota a navegar em redor da Isola dei Monaci numa imagem colectiva dedicada à história e à comunidade Swan.
Na água, a edição de 2026 terminou com decisões competitivas nas várias classes ClubSwan, Swan One Design e Swan Legacy.
Nas classes Swan, o Freya, um Swan 90, conquistou o título Swan Maxi após uma recuperação marcada por três vitórias consecutivas nas últimas regatas. O Arobas, Swan 601, venceu nos Swan Mini-Maxi, enquanto o From Now On, Swan 45, triunfou na classe Swan Cruiser Racer.
Entre os Swan Legacy, o Shirlaf, Swan 65, venceu a classe Sparkman & Stephens igual ou superior a 47 pés, superando o Elan no último dia. O Pride, Swan 44, ganhou a categoria Sparkman & Stephens até 44 pés e conquistou também o título absoluto entre os Legacy.
O Lunz am Meer, Swan 651, dominou a classe Classics by Frers, enquanto o Katia, Swan 39, foi o único desenho de Ron Holland a competir na frota Swan Legacy. Na divisão Swan Pure Cruising, o Black Zero, Swan 51, venceu por desempate, e o Azzurro, Swan 78, confirmou o triunfo nos Swan Maxi Pure Cruising com três vitórias consecutivas.
Nas frotas ClubSwan One Design, o Earlybird, de Hendrik Brandis, com Francesco “Checco” Bruni na táctica, venceu nos ClubSwan 50 depois de uma série forte, com cinco vitórias em sete regatas.
Nos ClubSwan 43, o Team 42+1 conquistou o título após seis vitórias consecutivas e um segundo lugar na última regata. A classe ClubSwan 42 foi ganha pelo Nadir, que terminou empatado em pontos e no desempate com o Pez de Abril, decidindo o título pela vitória na regata final.
O Cuordileone dominou os ClubSwan 36, vencendo as quatro primeiras regatas e garantindo o título diante do Goddess e do Fra Martina. Nos ClubSwan 28, o Anya Race venceu por apenas um ponto sobre o Black Swan, com o Marcello a completar o pódio.
A edição ficou ainda marcada pela atribuição do Fabio Gallia Trophy à velejadora francesa Catherine Chabaud, que competiu a bordo do Storm. Chabaud fez história como a primeira mulher a completar a Vendée Globe, prova de volta ao mundo em solitário, sem escalas e sem assistência.
Durante a Rolex Swan Cup Crew Party foram também entregues distinções ligadas ao espírito da comunidade Swan. O Swan 44 S&S Hokusai foi reconhecido por ter a mais jovem participante no “Dance of the Swans”, a filha de cinco meses de Oliver Hartas. O Swan 53 Galadriel recebeu o prémio Best Maintained Swan, enquanto o Spirit of Swan Award foi atribuído ao Windekind, tripulado apenas por familiares.
No encerramento, a organização anunciou que a próxima edição do The Nations Trophy terá lugar em Porto Cervo entre 2 e 5 de Junho de 2027, mantendo activo o calendário ClubSwan até à Rolex Swan Cup de 2028.
Fundada em 1966, em Pietarsaari, na Finlândia, a Nautor Swan construiu mais de 2.350 iates entre 28 e 131 pés, mantendo uma das comunidades mais reconhecidas da vela internacional.
Fotografias: Nautor Swan











