AkzoNobel e Axalta vão adotar nome Axanzo após conclusão da fusão

15 Out, 2026 | Economia do Mar

A AkzoNobel e a Axalta Coating Systems anunciaram que a empresa resultante da fusão entre os dois grupos se chamará Axanzo, depois de concluída a operação prevista para o início de 2027. O novo nome procura marcar uma nova fase para um dos maiores grupos mundiais de tintas e revestimentos, reunindo duas empresas com forte presença internacional e portefólios complementares.

A fusão tinha sido anunciada em novembro de 2025 e continua dependente das aprovações regulamentares e das restantes condições habituais de conclusão. Até lá, AkzoNobel e Axalta continuarão a operar como empresas independentes, mantendo as atuais equipas, marcas, relações comerciais e formas de contacto com clientes e parceiros.

Depois da conclusão da operação, o novo grupo deverá usar o símbolo AXZ nas bolsas de Nova Iorque e Amesterdão. A futura Axanzo reunirá cerca de 100 marcas de tintas e revestimentos e terá presença em mais de 160 países, numa combinação que pretende reforçar a escala, capacidade de inovação e posição competitiva do grupo.

Greg Poux-Guillaume, atual CEO da AkzoNobel, assumirá a liderança da Axanzo. O responsável considera que o novo nome representa um novo ponto de partida para uma estrutura com maior dimensão e capacidade para acelerar inovação e crescimento.

Chris Villavarayan, CEO da Axalta, será Deputy CEO da empresa combinada. A gestão das duas companhias apresenta a nova identidade como uma forma de unir os legados de AkzoNobel e Axalta, mantendo simultaneamente uma referência às origens de ambas as marcas.

A operação junta dois grupos com longa presença no setor dos revestimentos. A AkzoNobel, cuja história remonta a 1792, possui marcas como Dulux, International, Sikkens e Interpon e está presente em mais de 150 países. A Axalta trabalha em áreas como veículos ligeiros e comerciais, repintura automóvel, motores elétricos, fachadas e diferentes aplicações industriais, servindo mais de 100 mil clientes em mais de 140 países.

No setor marítimo, a operação ganha particular relevância pela presença da AkzoNobel através da marca International, ligada a revestimentos de proteção e soluções aplicadas em navios e outras estruturas marítimas.

Segundo as duas empresas, a futura Axanzo pretende combinar escala global, inovação, desempenho e sustentabilidade, mas a alteração de nome não terá efeitos imediatos para clientes ou parceiros enquanto a fusão não estiver formalmente concluída.

A conclusão da operação está prevista para o início de 2027, sujeita às aprovações regulamentares necessárias.

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