A AkzoNobel revelou ter rejeitado uma proposta condicional e não vinculativa em numerário apresentada pela Nippon Paint Holdings e pela Sherwin-Williams, mantendo a recomendação da fusão entre iguais anunciada com a Axalta.
Segundo a empresa, a proposta, recebida a 29 de abril e rejeitada a 1 de maio, previa uma oferta indicativa de 73 euros por ação, em dinheiro, para a totalidade do capital da AkzoNobel, excluindo dividendos regulares anuais e intercalares. A abordagem seguia-se a uma proposta inicial apresentada a 16 de abril e rejeitada a 22 de abril.
Nos termos descritos pela AkzoNobel, a Nippon Paint avançaria com a oferta pública sobre todas as ações emitidas e em circulação da empresa. Concluída a operação, a Nippon Paint ficaria com os negócios de Decorative Paints e Industrial Coatings, enquanto as áreas de Automotive & Specialty Coatings, Marine & Protective Coatings e Powder Coatings seriam vendidas separadamente à Sherwin-Williams.
O Conselho de Gestão e o Conselho de Supervisão da AkzoNobel indicam ter analisado a proposta com apoio de consultores financeiros e jurídicos e concluído que esta não constituía, nem era razoavelmente expectável que viesse a constituir, uma “Superior Proposal”, tal como definida no acordo de fusão celebrado com a Axalta.
Entre os fatores considerados, a empresa aponta que o preço indicativo não refletia adequadamente o valor da AkzoNobel nem as suas perspetivas de longo prazo, tendo em conta os benefícios esperados da fusão com a Axalta. A AkzoNobel refere ainda insuficiente segurança de execução da operação, nomeadamente em matéria de autorizações regulatórias e de separação posterior dos negócios entre Nippon Paint e Sherwin-Williams, além de entender que os interesses dos seus stakeholders não estavam devidamente salvaguardados.
Com isso, os dois órgãos da empresa mantêm por unanimidade a recomendação da fusão entre iguais com a Axalta, remetendo para a fundamentação estratégica já apresentada no comunicado conjunto das duas empresas de 18 de novembro de 2025.
A divulgação desta posição antecede a publicação iminente do formulário F-4 da SEC, documento que detalhará a operação proposta com a Axalta.
A AkzoNobel enquadra esta comunicação como anúncio público ao abrigo do artigo 17.º, n.º 1, do Regulamento Europeu de Abuso de Mercado.
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