O Allianz Ericeira Pro arranca sexta-feira, 22 de maio, às 8h00, em Ribeira d’Ilhas, com o início dos trials masculinos e da ronda inaugural da terceira etapa da Liga MEO Surf 2026.
A prova decorre até domingo e marca o ponto intermédio da luta pelos títulos nacionais. Ribeira d’Ilhas volta assim a receber a principal competição nacional de surf, numa etapa que tem sido presença regular no circuito desde 2010 e que em 2026 cumpre a 17.ª edição consecutiva na Ericeira.
O primeiro dia de competição começa com quatro heats de trials masculinos, seguindo-se 16 heats da ronda inaugural masculina e oito heats da ronda inaugural feminina. A organização aponta para três dias de ondulação de oeste, uma direção tradicionalmente favorável ao tipo de onda de Ribeira d’Ilhas.
Francisco Ordonhas e Maria Salgado entram na etapa com as licras amarelas Go Chill, símbolo da liderança dos rankings, depois de terem vencido as duas primeiras etapas da temporada. Entre os surfistas em destaque surgem também Afonso Antunes e Gabriela Dinis, vice-líderes dos rankings masculino e feminino, respetivamente.
A etapa assinala ainda a presença de vários nomes com forte ligação à Ericeira. No masculino, Tomás Fernandes surge entre os locais em evidência, com histórico de vitórias em Ribeira d’Ilhas em 2013 e 2019. No feminino, Lua Escudeiro é apontada como uma das surfistas locais com ambição para discutir os lugares da frente. Nas declarações incluídas no texto, ambos destacam a familiaridade com a onda e a confiança adicional que isso lhes dá para esta etapa.
Ribeira d’Ilhas leva também para esta edição um forte peso histórico. Foi ali que, a 22 de maio de 1977, se realizou o primeiro campeonato de surf em Portugal, vencido por João Moraes Rocha. Ao longo de 31 edições da prova masculina na Ericeira, 20 surfistas diferentes venceram. Tiago Pires lidera esse registo com cinco triunfos, seguido por Paulo “do Bairro” Rodrigues com três. João Antunes, Justin Mujica, Vasco Ribeiro, Tomás Fernandes e Afonso Antunes somam duas vitórias cada. No circuito feminino, Patrícia Lopes é a mais titulada na Ericeira, com seis vitórias, seguida por Teresa Bonvalot com cinco e Carolina Mendes com quatro.
Um dos momentos paralelos de maior destaque está marcado para domingo, antes das finais, com a realização do Quiksilver Heritage Heat, que colocará frente a frente João Antunes, José Gregório, Justin Mujica e Paulo Rodrigues, todos antigos vencedores de provas nacionais em Ribeira d’Ilhas. Os quatro sublinham o caráter simbólico e descontraído deste reencontro competitivo, centrado sobretudo na memória e no convívio entre gerações do surf nacional.
O programa da etapa inclui ainda o workshop Better Portugal, na sexta-feira de manhã, dirigido a empresários e operadores turísticos dos concelhos por onde passa a Liga MEO Surf. Estão também previstas a Montebelo Expression Session, uma sunset party no sábado, e a realização das finais e cerimónia de entrega de prémios no domingo à tarde.
O Allianz Ericeira Pro conta também para a Allianz Triple Crown, sub-troféu que distingue os melhores resultados combinados das etapas da Figueira da Foz, Ericeira e Ribeira Grande. Estão ainda em disputa prémios paralelos como o “Olha que Onda Bem Sacada”, para a melhor onda, o Bom Petisco Girls Score, para a melhor pontuação feminina, o Montebelo Expression Session, para a melhor manobra, o Waversby Round, para a melhor prestação no round 3, e distinções para os melhores surfistas locais da Ericeira.
O Fantasy Surfer volta também a integrar a etapa, com o prazo para constituição das equipas a terminar às 8h00 de sexta-feira, coincidindo com o primeiro call de prova. A etapa terá transmissão em direto na Sport TV, no YouTube do MEO, na app do MEO e nos canais oficiais da Associação Nacional de Surfistas.
A etapa da Ericeira entra assim em cena como uma das mais pesadas da temporada, tanto pelo peso histórico da onda como pelo momento competitivo do circuito, já com as contas do título nacional a começarem a ganhar forma.











