A Babcock assinou um acordo-quadro de cinco anos com a AtkinsRéalis para reforçar a capacidade de engenharia em programas britânicos de defesa e submarinos, num contexto de aumento da procura.
O acordo enquadra-se numa estratégia mais ampla de aproximação a fornecedores considerados estratégicos, com o objetivo de tornar mais simples e consistente o acesso a competências especializadas de engenharia em programas críticos de defesa. O modelo deverá permitir que os fornecedores apoiem vários projetos com maior rapidez, agilizando processos de aquisição e reforçando a colaboração desde fases mais iniciais do desenvolvimento.
A Babcock sublinha que esta nova estrutura pretende promover uma gestão mais integrada da cadeia de fornecimento, assente em conhecimento partilhado, envolvimento antecipado e execução sustentada dos programas. Além da AtkinsRéalis, a empresa estabeleceu acordos semelhantes, também com duração de cinco anos, com outros nove fornecedores estratégicos na área da defesa.
O enquadramento contratual centralizado deverá ainda permitir que os parceiros externos entrem mais cedo nos projetos da Babcock e em futuras oportunidades de negócio, contribuindo com capacidade técnica logo nas fases de planeamento.
David Tytherleigh, diretor de crescimento e compras estratégicas nucleares da Babcock, considera que esta abordagem permite responder com maior eficácia à necessidade de engenharia especializada, através de colaboração mais próxima com fornecedores preparados para reforçar capacidade quando necessário.
Do lado da AtkinsRéalis, Andy Albutt, responsável de mercado para infraestruturas de defesa, enquadra a parceria no aumento do investimento em defesa por parte do Reino Unido e dos seus aliados. O responsável considera que o acordo prolonga a relação entre as duas empresas no mercado britânico e amplia o papel da AtkinsRéalis em infraestruturas complexas e novas plataformas de defesa.
O novo acordo surge assim como parte de um reposicionamento da Babcock na gestão da cadeia de fornecimento para programas sensíveis, numa altura em que a pressão sobre capacidade técnica, calendário e escala dos projetos de defesa continua a aumentar.








