O Conselho de Administração composto por José Luís Cacho, Fernanda Albino e Duarte Lynce de Faria cessou funções, após mais de oito anos ao leme da APS – Administração dos Portos de Sines e do Algarve, SA. “Como balanço, podemos dizer que Sines é hoje um porto mais competitivo à escala mundial, na vanguarda da inovação e digitalização do negócio portuário e da cadeia logística, mantendo a aposta na sustentabilidade ambiental e energética.”
Durante estes mais de oito anos, é de destacar o papel das empresas da comunidade portuária que têm vindo a “contribuir de forma determinante para os excelentes resultados alcançados pelo porto”, que em 2024 registou o melhor ano de sempre no que diz respeito à carga contentorizada.
Segundo comunicado. “Este mandato ficou caracterizado por um forte empenho por parte desta administração na coordenação de todos os stakeholders, públicos e privados, posicionando-se o porto como o orquestrador de sinergias estratégicas entre os parceiros da sua comunidade portuária. De realçar neste âmbito o inquestionável reforço da competitividade do porto, contribuindo de forma determinante para o incremento de soluções de conectividade aos principais mercados mundiais às empresas localizadas no seu hinterland”.
Nesta questão, deve realçar-se a parceria e cooperação entre porto, ZILS – Zona Industrial e Logística de Sines, CPLS – Comunidade Portuária e Logística de Sines e ainda o Município de Sines.
Ainda no que diz respeito ao reforço da penetração de Sines no hinterland Ibérico, essenciais foram as obras referentes à nova ligação ferroviária à fronteira espanhola e a importante melhoria das ligações ferroviárias dentro do porto, em consonância com o aumento de capacidade do Terminal de Contentores de Sines. Na rodovia, salienta-se a importância da retoma da construção da ligação à A2 em perfil de autoestrada e, dentro do porto, o início dos estudos para a construção da pré-gate, infraestrutura, também esta, que permitirá dar uma capacidade de resposta adequada ao crescente tráfego de carga contentorizada.
No que reporta ao nível da Carga Contentorizada, de salientar os investimentos no aumento de capacidade do terminal, resultantes da assinatura da 5.ª Adenda ao Contrato de Concessão com a PSA Sines, que permitirão que, a breve trecho, o Terminal de Contentores de Sines ofereça uma capacidade da ordem dos 4,1 Milhões de TEUs (1 TEU = 1 Contentor de 20 pés). A par das obras de expansão levadas a cabo pela concessionária do terminal, a APS foi responsável pela ampliação do molhe de proteção da zona leste do porto, obra já concluída, tendo ainda sido salvaguardado o plano de expansão futura para esta tipologia de carga com a preparação do processo para o concurso público internacional relativo à concessão e construção de um novo terminal de contentores – Terminal Vasco da Gama -, que virá a dotar o porto com mais 3,5M TEUs de capacidade.
Este mandato ficou também marcado pelo início de uma nova concessão do TMS – Terminal Multipurpose de Sines, com o objetivo de responder ao fecho das centrais termoelétricas a carvão e a consequente perda de receita e de negócio, com uma nova empresa empenhada na atração de novos tráfegos e novas cargas.
Este plano apresenta objetivos de captura de carga ibérica, penetrando ainda mais no mercado nacional e, cada vez mais, no mercado espanhol, e a atração de investimento para a região de Sines que tirem partido das Infraestruturas portuárias existentes. Projetos como o de H2 e amoníaco verde da Madoqua Power 2x e, mais recentemente, da fábrica de baterias da CALB e da siderurgia de aço verde da GREEN STEEL, demonstram a capacidade desta administração portuária em apresentar soluções competitivas para empresas que se queiram instalar no hinterland próximo. Também, a confiança na capacidade do porto por parte de empresas há muito instaladas em Sines se viu reforçada pela confirmação de novos investimentos, tais como os que decorrem na refinaria da Galp ou no complexo petroquímico da Repsol.
Este Plano Estratégico aponta três pilares fundamentais, cuja concretização visa catapultar Sines para um lugar de destaque no panorama internacional. Para além da captação de novas cargas Ibéricas, com vista ao desenvolvimento do hinterland, encontra-se em desenvolvimento um ambicioso Plano de Inovação e Digitalização que reforça o pioneirismo de Sines nesta matéria. Grande impulsionador de projetos como a Janela Única Portuária e a Janela Única Logística, que entrou em produção em Sines em outubro de 2020, Sines tem hoje na Agenda NEXUS a principal ferramenta para a concretização deste plano. Com uma forte componente de inovação, a Agenda NEXUS, cofinanciada pelo PRR – Plano de Recuperação e Resiliência nacional, propõe-se contribuir para a descarbonização do corredor logístico de Sines, oferecendo soluções que resultam de uma parceria do setor público e privado, com a colaboração de algumas das principais universidades do país.
Neste âmbito, importa destacar a recente inauguração da Port Cyber Arena, uma forte aposta na Cibersegurança e ciber resiliência, naquele que é um projeto único, no que diz respeito à sua total adaptação ao setor portuário e da logística que aporta a Sines e a todo o setor portuário novas valências e capacidades.
Por último, o terceiro pilar do Plano Estratégico aponta no sentido da descarbonização do porto, bem como da sustentabilidade energética, objetivo que se espera alcançar antes de 2050. Neste âmbito, destacamos um projeto fundamental, que consiste na construção de uma nova subestação para o fornecimento de energia elétrica dentro do porto, preparando-o para um futuro em que as operações são tendencialmente suportadas na eletrificação, que se espera de amplo crescimento, ao nível dos volumes de carga movimentada.
Convém realçar a crescente internacionalização do porto nos últimos oito anos. Parcerias estruturantes em projetos internacionais, tais como a Global Gateway da União Europeia, que colocam Sines na dinâmica dos Corredores Verdes e Digitais, têm vindo a contribuir para o reforço da marca “Porto de Sines”, cada vez mais reconhecida no shipping internacional. Parcerias com Roterdão, Singapura, bem como alguns dos principais portos brasileiros, são alguns dos exemplos do importante trabalho traçado no capítulo da cooperação internacional.
Em relação aos portos do Algarve, destaca-se o processo da transferência de competências de áreas sem vocação portuária para os municípios de Faro e Portimão e a contínua aposta na promoção do turismo de cruzeiro na região.








