O Grupo Garland assinala este ano 250 anos de actividade, num momento em que a logística, os transportes e a navegação voltam a assumir um papel central na reorganização das cadeias de abastecimento globais.
Fundada em 1776 por Thomas Garland para apoiar o comércio entre Portugal e o Reino Unido, a empresa portuguesa evoluiu da importação de bacalhau e exportação de vinho do Porto para áreas como navegação, serviços transitários, logística integrada e soluções aduaneiras.
O grupo fechou 2025 com uma facturação de cerca de 120 milhões de euros, 450 colaboradores e mais de 154 mil metros quadrados de área logística. Actualmente está presente em Portugal, Espanha, Marrocos e França.
Ao longo da sua história, a Garland atravessou períodos como as Invasões Francesas, a Implantação da República, as duas guerras mundiais, a Revolução de Abril, várias crises económicas e, mais recentemente, a pandemia de COVID-19.
Num contexto marcado por tensões geopolíticas, novas exigências aduaneiras, reconfiguração das cadeias de abastecimento e maior necessidade de rastreabilidade, a empresa defende que a capacidade de adaptação continua a ser decisiva para o sector.
“A Garland, ao longo da sua história, sempre se evidenciou nos momentos de crise, convertendo dificuldades em oportunidades e reinventando-se com sucesso”, afirma Mark Dawson, CEO do Grupo Garland.
Nos últimos anos, o grupo reforçou a estratégia de internacionalização, consolidando operações em Marrocos, expandindo-se para Espanha e entrando em França, onde abriu uma operação própria em Paris para apoiar sectores exportadores portugueses como o têxtil e o calçado.
A empresa criou também a Garland Customs Solutions, dedicada a serviços aduaneiros e consultoria em processos de importação e exportação, e a Garland Transit, em Marrocos, especializada em serviços de desalfandegamento.
A Garland tem ainda procurado desenvolver novas ligações internacionais, incluindo uma rota marítima directa para a Irlanda.
Segundo o grupo, a área de logística registou, nos últimos 20 anos, um crescimento médio anual de dois dígitos, sustentado na expansão da capacidade operacional, inovação e diversificação dos serviços.
A transformação tecnológica é apontada como um dos principais eixos estratégicos para os próximos anos, com investimento na digitalização das operações, automatização de processos, análise de dados e rastreabilidade de mercadorias.
A sustentabilidade assume igualmente um papel crescente. A Garland refere que os centros logísticos do grupo estão certificados pela norma ISO 14001 e que os novos centros logísticos são obrigatoriamente certificados com BREEAM Excellent.
“Se os últimos 250 anos foram marcados pela capacidade de adaptação, os próximos serão definidos pela forma como continuamos a inovar, consolidar os mercados onde estamos presentes e criar novas oportunidades de crescimento num sector cada vez mais global e competitivo”, afirma Mark Dawson.









