IMA Maxi European Championship regressa a Nápoles e Sorrento com 27 maxi yachts

15 Mai, 2026 | Vela

O IMA Maxi European Championship regressa na próxima semana a Itália, com 27 maxi yachts inscritos para a quinta edição da prova, repartida entre uma regata offshore a partir de Nápoles e quatro dias de provas em Sorrento.

Organizado pelo Circolo del Remo e della Vela Italia (CRVI) e pela International Maxi Association (IMA), com apoio da Loro Piana e da Rolex, o campeonato volta a integrar a Tre Golfi Sailing Week e mantém um formato que combina regata de longo curso com provas costeiras e de barlavento-sotavento no golfo de Nápoles.

A regata de abertura arranca a 22 de maio, às 13h30, ao largo da sede do CRVI, na marina Porticciolo di Santa Lucia, em Nápoles. O percurso, com 150 milhas, leva a frota a contornar a ilha de Ponza, seguir depois para sudeste deixando Capri por bombordo ou estibordo, rondar as ilhas Li Galli e regressar a Nápoles.

A partir de 25 de maio, a competição transfere-se para a Marina Piccola, em Sorrento, onde o programa prossegue até 28 de maio sob direção de regata de Stuart Childerley. Estão previstos percursos costeiros e de barlavento-sotavento, podendo incluir a volta a Capri e a passagem por referências como os Faraglioni.

A frota volta a apresentar grande diversidade, desde o Verdier 100 Magic Carpet e, de Sir Lindsay Owen-Jones, com rating IRC de 1.870, até ao Swan 65 Shirlaf, de Giuseppe Puttini, com rating 1.102. O Shirlaf, vencedor da Regata dei Tre Golfi, é também o barco mais antigo da frota e celebra este ano 50 anos.

Entre as novidades desta edição estão o Wally 94 Astra 1, de Marcos Vivian, o JV62 Manticore, agora em campanha com Franz Baruffaldi Preis e Silvia De’Longhi, o Swan 90 Hummingbird e o Mylius 18E35 Why Not, de Lasse Petterson.

A frota será dividida em quatro grupos de acordo com o rating IRC. As classes Maxi 1 e Maxi Grand Prix voltam a concentrar maior atenção. A Maxi 1 reúne habitualmente barcos de 80 a 100 pés, enquanto a Maxi Grand Prix inclui antigos Maxi 72 entretanto bastante evoluídos face ao regulamento original.

Na classe Maxi Grand Prix, o principal foco volta a centrar-se no Bella Mente, de Hap Fauth, campeão europeu em título nas últimas duas edições. A equipa chega a Itália depois de vencer a North Sound Regatta no final de março. O táctico Terry Hutchinson refere que a prioridade inicial será perceber o comportamento do barco face às alterações introduzidas por todas as equipas desde o Maxi Worlds, antes de procurar defender o título.

Também nesta classe, Peter Harrison leva o Jolt com alterações relevantes, incluindo a retirada do trim tab, enquanto o Jethou, de Sir Peter Ogden, surge agora como o barco com rating mais elevado, equipado com novo mastro. O Proteus, de George Sakellaris, recebeu várias melhorias durante o inverno, entre elas lemes gémeos. Peter Dubens regressa com o North Star, campeão europeu de 2023, e Giovanni Lombardi Stronati apresenta o Django 7X, vencedor do Rolex IMA Maxi Grand Prix Worlds 2025 e de Les Voiles de Saint-Tropez.

Na Maxi 1, a expectativa centra-se na disputa entre os cinco barcos de 100 pés. O Magic Carpet e, sujeito a várias modificações durante o inverno, incluindo reforço do plano vélico, deverá apresentar o rating mais alto, mas terá oposição forte de V, de Karel Komárek, Leopard 3, de Joost Schuijff, Galateia, de Chris Flowers e David M. Leuschen, e Tilakkhana II, de Pascale Decaux, recente vencedor em PalmaVela.

O Galateia foi o melhor da classe Maxi 1 em Sorrento em 2025 e terminou essa temporada como campeão do Mediterranean Maxi Inshore. O treinador de leme Kelvin Harrap considera, no entanto, que a equipa volta a entrar em modo de recuperação face ao V, depois do confronto em Virgin Gorda. As duas embarcações apresentam evoluções distintas para esta época: o V com mais water ballast e o Galateia com mais área vélica para vento fraco.

Também na Maxi 1 alinham dois barcos em evolução técnica ainda acentuada: o JV82 Capricorno, de Alessandro Del Bono, e o My Song, de Pier Luigi Loro Piana.

Na Maxi 3, os Wally 94 Sensei, de Jean-Sébastien Decaux, e Astra 1 deverão impor-se em velocidade pura, mas a luta em tempo compensado deverá envolver o Swan 80 Kallima, de Paul Berger, o Mylius 60 Cippa Lippa X, de Guido Paolo Gamucci, e o Vismara 62 Yoru, de Luigi Sala. O Kallima, que já venceu esta classe por duas vezes, apresenta este ano várias alterações, incluindo jib locks, novo sistema de forestay e velas novas, entre elas uma Code 0.

Na Maxi 4, a competição também surge em aberto. O campeão em título é o Mylius 18E35 Fra Diavolo, de Vincenzo Addessi, mas entre os candidatos contam-se o Vallicelli 78 H20, de Riccardo De Michele, o Dehler 60 Blue Oyster, de Luca Scoppa, e o próprio Shirlaf, todos com historial de vitórias de classe nesta prova.

A edição de 2026 volta assim a reunir alguns dos nomes mais fortes da vela de grandes iates à vela no Mediterrâneo, combinando regata offshore e percurso técnico costeiro num dos formatos mais completos do calendário da IMA.

 

Imagens: Cedidas pela International Maxi Association

 

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