La Roche-Posay fecha Nápoles no pódio após duas vitórias e dois capotamentos

28 Set, 2026 | Vela

A La Roche-Posay Racing Team terminou a Regata Preliminar de Nápoles da 38.ª America’s Cup no terceiro lugar, depois de uma semana marcada por duas vitórias em regata, dois capotamentos e uma recuperação que permitiu à equipa francesa manter-se na luta pelos lugares da frente até ao último dia. Quentin Delapierre, Diego Botín, Jason Saunders e Florian Trittel fecharam as oito regatas de frota com 48 pontos, atrás da Luna Rossa, vencedora com 71, e da Emirates Team New Zealand, segunda com 56.

A campanha francesa começou de forma difícil. No primeiro dia, a equipa terminou uma das regatas em sexto e abandonou a seguinte depois de capotar durante a sequência de largada. A resposta surgiu no sábado, quando a La Roche-Posay conseguiu a primeira vitória em Nápoles e mostrou uma velocidade que a colocou de forma consistente entre as formações mais competitivas da frota.

Esse mesmo dia trouxe, no entanto, um segundo capotamento, desta vez na última cambadela de uma regata que a equipa liderava. O incidente poderia ter comprometido seriamente o resto da jornada, mas a reação em terra foi particularmente rápida. A equipa técnica conseguiu endireitar e verificar o AC40 em cerca de 12 minutos, permitindo que os velejadores regressassem à linha de partida aproximadamente 15 minutos depois.

A resposta no mar foi imediata. Na regata seguinte, a formação francesa voltou a assumir-se como uma das mais fortes e conquistou nova vitória, conseguindo conter a pressão da Emirates Team New Zealand até à chegada. O resultado acabou por se tornar um dos momentos mais marcantes da passagem da equipa por Nápoles, não apenas pelo triunfo, mas pela capacidade de recuperar de um incidente grave em tão pouco tempo.

No domingo, a La Roche-Posay Racing Team confirmou a recuperação com um terceiro e um segundo lugares nas duas últimas regatas de frota, resultados que garantiram a terceira posição da classificação geral. A equipa ficou assim a oito pontos da Emirates Team New Zealand e fechou a prova à frente da ARC Team USA, Emirates Team New Zealand Women & Youth, Luna Rossa Women & Youth, Tudor Team Alinghi, GB1 e Cobham-Ultra GB2 Women & Youth.

Quentin Delapierre considerou este o melhor resultado da equipa desde o início da atual campanha da America’s Cup, embora reconhecendo que havia margem para chegar mais longe. O skipper francês apontou a falta de precisão em alguns momentos e os dois capotamentos como fatores que acabaram por afastar a formação da final, mas destacou a capacidade do grupo para se manter competitivo e responder depois dos contratempos.

A prestação em Nápoles foi também particularmente importante para uma equipa que ainda tinha acumulado relativamente pouco tempo de navegação com o AC40 antes do evento. Diego Botín já tinha salientado durante a semana que o barco não era utilizado pela formação francesa desde a anterior regata da America’s Cup em Cagliari, tornando a prova italiana uma oportunidade relevante para recuperar ritmo e melhorar os processos a bordo.

O balanço positivo estendeu-se à equipa de terra. Delapierre destacou o trabalho realizado depois dos dois capotamentos, tanto na recuperação rápida do barco no sábado como nas intervenções feitas durante a noite anterior para assegurar que o AC40 voltava a estar em condições de competir. Para a estrutura francesa, a capacidade de resposta técnica foi tão importante como os resultados obtidos na água.

A passagem por Nápoles marcou também uma transição para a próxima fase da campanha. O AC75 da La Roche-Posay Racing Team chegou à cidade italiana vindo de Lorient a 24 de setembro e a primeira saída no campo onde será disputada a 38.ª America’s Cup está prevista para meados de outubro.

A equipa francesa passa agora a concentrar-se nesse programa de desenvolvimento, levando do evento preliminar um terceiro lugar que traduz progressos competitivos, mas também uma lista clara de aspetos a melhorar. Depois de duas vitórias e dois capotamentos no mesmo fim de semana, Nápoles deixou uma medida bastante concreta da velocidade da equipa e da sua capacidade para reagir sob pressão.

 

 

Fotografias: Nicolas Touzé / La Roche-Posay Racing Team

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