A 57.ª edição da La Solitaire du Figaro Paprec arrancou a 17 de maio em Perros-Guirec, com Loïs Berrehar a assumir a liderança da primeira etapa após o percurso costeiro inaugural.
A partida da primeira etapa foi dada em mar relativamente calmo e com cerca de 10 nós de vento, lançando para o mar os 36 velejadores da frota Figaro Bénéteau 3. Antes de rumarem a Wolf Rock, primeiro ponto obrigatório do percurso, os concorrentes disputaram um percurso costeiro com cerca de 15 milhas entre Sept-Îles e Ploumanac’h.
Loïs Berrehar, em Banque Populaire, foi o primeiro a completar esse traçado, à frente de Arno Biston, em Article.1, e de Édouard Golbery, em SOS Villages d’Enfants. Com este resultado, Berrehar conquistou também o Troféu Paprec.
A etapa começou com uma largada em reaching e com os primeiros troços do percurso disputados em bom ritmo, em condições consideradas favoráveis. Após cerca de 40 minutos de regata, Berrehar cruzou em primeiro no final do percurso costeiro, acompanhado ao longo da linha de costa por centenas de espectadores.
Depois desse arranque, a frota iniciou a subida a barlavento para noroeste, em direção à costa inglesa da Cornualha. As condições da fase inicial foram descritas como relativamente estáveis, permitindo uma entrada progressiva na etapa antes da chegada, entre a noite de segunda-feira e terça-feira, de uma depressão mais ativa.
A gestão do esforço e do sono surge desde já como um dos fatores-chave desta primeira etapa. Vários velejadores sublinharam, nas declarações divulgadas antes da partida, a necessidade de encontrar equilíbrio entre não desperdiçar energia logo nas primeiras horas e não perder terreno numa regata que pode tornar-se decisiva muito cedo.
Tom Goron, em XPlorassur, considerou que será necessário evitar um desgaste excessivo no arranque, mantendo ao mesmo tempo atenção ao potencial decisivo da etapa. Marie Gendron, em Kereis SNCF Voyageurs, falou num novo desafio e na vontade de competir entre os melhores. Eliaz Morineau, em Demain sans HPV, apontou para um início relativamente calmo, antes de uma segunda noite que antecipa mais exigente.
Chloé Le Bars, em Skipper Macif 2026, descreveu a etapa como completa, com mistura de vento, bolina e fases mais leves, enquanto Hugo Dhallenne, em Skipper Macif 2025, considerou que o cenário meteorológico parece mais controlável do que o inicialmente esperado. Nicolas Lunven, em PRB, falou num arranque suave antes de uma fase mais dura, descrevendo a etapa como uma boa regata de Figaro.
Arno Biston, segundo classificado no primeiro controlo, preferiu destacar a incerteza do percurso, sobretudo na aproximação a Espanha, considerando prematuro tirar conclusões. Thomas de Dinechin, em Almond for Pure Ocean, referiu que chega bem preparado, depois de um inverno marcado por trabalho técnico no barco na sequência do desmastre sofrido no ano anterior.
Loïs Berrehar resumiu a abordagem com uma ideia simples: ser forte em todos os registos e dar tudo numa etapa que considera um grande desafio. Outros velejadores, como Titouan Mariley, Tiphaine Ragueneau, Quentin Mocudet, Hugo Cardon, Paul Morvan, Joss Creswell, Pierrick LeTouzé, Tom Dolan, Erica Lush e Édouard Golbery, sublinharam diferentes aspetos da largada, desde a motivação pessoal à gestão do esforço, à vontade de descoberta ou à procura de confirmação do trabalho desenvolvido no início da temporada.
A La Solitaire du Figaro Paprec é uma regata oceânica a solo, disputada por etapas, criada em 1970 sob o nome Course de l’Aurore. Navegada em monotipos Figaro Bénéteau 3, apresenta percursos entre 1.500 e 2.500 milhas náuticas, alternando troços costeiros e oceânicos. Desde 2023, a Paprec é parceira de título da prova.
A organização está a cargo da OC Sport Pen Duick, estrutura francesa ligada à organização de grandes regatas oceânicas e atualmente integrada no Groupe Télégramme.
Créditos Fotos:
© Thomas Campion e © Vincent Olivaud / OC Sport Pen Duick

















