Nicolas Lunven assumiu a liderança da La Solitaire du Figaro Paprec, numa fase em que a frota continua a lutar contra o vento de proa e o mar em formação, mais de 24 horas após a largada.
A 57.ª edição da regata prossegue sem tréguas para os velejadores a solo ainda em prova. Depois de Marin Carnot ter perdido o mastro perto de Wolf Rock, seguem em competição 35 skippers, todos a navegar contra o vento em direção à ponta da Bretanha e à zona de separação de tráfego marítimo que terão de evitar, sob pena de sanções.
Desde as 15h00 de segunda-feira, Nicolas Lunven, em PRB, passou para a frente da classificação, confirmando o bom arranque que já vinha a demonstrar. Em segundo lugar seguia Tom Dolan, em Kingspan, vencedor da edição de 2024, com Loïs Berrehar, em Banque Populaire, logo atrás. No ano passado, os dois terminaram em primeiro e segundo, respetivamente, o que reforça o interesse desta luta nas posições da frente.
Nesta fase da etapa, as opções estratégicas reduziram-se e a diferença entre os barcos mede-se em detalhes. A frota encontrava-se espalhada por cerca de 10 milhas náuticas, com cada skipper a tentar manter o seu ritmo sem ceder demasiado terreno.
As condições meteorológicas continuam exigentes. Apesar da previsão de algumas abertas de sol, os velejadores terão de continuar a navegar à bolina, com mar cada vez mais formado e vento em intensificação. A gestão física e mental volta, assim, a assumir peso decisivo numa regata em que cada segundo perdido é difícil de recuperar.
O momento mais delicado do dia foi vivido por Marin Carnot, em Fondation Jérôme Lejeune, que perdeu o mastro perto de Wolf Rock. O trimarã Express manteve-se junto ao Figaro Bénéteau 3 do jovem estreante durante a travessia do Canal da Mancha, enquanto a equipa em terra se preparava para assumir o apoio ao barco, sem motor, na aproximação ao canal de Brest..
Em declarações via rádio VHF, Marin Carnot explicou que detetou problemas no mastro junto a um dos espalhadores, tentou reforçar a estrutura, mas a solução não resistiu. Ao virar em Wolf Rock, o mastro acabou por cair. O velejador admitiu estar abalado com o incidente e com os meios necessários para o retirar daquela situação.
A regata volta assim a mostrar o nível de exigência que a caracteriza. Qualquer fragilidade, técnica ou mental, pode ter consequências imediatas. Só os skippers que conseguirem ultrapassar sem danos esta sucessão de dificuldades continuarão em posição de lutar pelos lugares da frente, numa edição que ainda tem muito mar pela frente.
Para acompanhar a evolução dos velejadores, consulte o “race tracker” da regata »
- LA SOLITAIRE DU FIGARO PAPREC 2026 – à Perros-Guirec (Côtes-d’Armor)
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Créditos Fotos:
© Thomas Campion e © Vincent Olivaud / OC Sport Pen Duick












