Portimão volta a recriar a antiga descarga da sardinha no dia 4 de agosto, entre as 09h30 e as 11h30, no Cais Gil Eanes, assinalando o arranque da 30.ª edição do Festival da Sardinha.
A recriação, promovida pela Câmara Municipal de Portimão através do Museu de Portimão, junta cerca de 80 figurantes e pretende recuperar o ambiente da antiga lota e da faina piscatória que marcou a identidade da cidade.
A iniciativa decorre desde 2019 e volta a levar à zona ribeirinha personagens e momentos associados ao quotidiano da pesca do cerco, desde a chegada das traineiras carregadas de sardinha, anunciadas pela sirene, até à venda do “peixe da companha”, ao leilão “à boca” e à descarga do pescado.
Este ano regressa também o “Alar da Rede”, ao som do canto de trabalho “Arribalé”, numa evocação da forma como a rede era puxada para bordo pela tripulação. O momento contará com a participação da comunidade e da tripulação do “Travesso”.
A recriação envolve cerca de 600 quilos de sardinha fresca, oferecida pela Docapesca – Portos e Lotas, repartida pelas embarcações “Arrifana”, “Portugal Jovem” e “Travesso”, todas ainda em actividade.
A edição deste ano conta ainda com o reforço da colaboração da Guarda Nacional Republicana, que além de ceder a farda da antiga Guarda Fiscal integrará um dos seus elementos na recriação.
A antiga lota funcionou na zona ribeirinha de Portimão até 1987 e continua a fazer parte da memória colectiva da cidade. A recriação da descarga da sardinha recebeu, em 2020, uma menção honrosa da Associação Portuguesa de Museologia, na categoria “Inovação e Criatividade”.
Durante a iniciativa serão distribuídas 3.000 senhas para degustação gratuita de duas sardinhas no pão e uma bebida, válidas entre 4 e 9 de agosto, a partir das 18h00, num dos cinco espaços de restauração do Festival da Sardinha.
A 30.ª edição do Festival da Sardinha inaugura ao final da tarde de 4 de agosto e integra a programação “É Verão, é Portimão”.
Fotografia: Câmara Municipal de Portimão














