O Porto de Leixões vai poder avançar com a instalação de sistemas de alimentação elétrica a navios atracados, através de um aviso do programa Sustentável 2030 no valor de 7,2 milhões de euros e com uma taxa de cofinanciamento que pode chegar aos 85%.
O investimento permitirá à Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo realizar intervenções destinadas à eletrificação das atividades portuárias e à preparação da infraestrutura para as futuras necessidades de fornecimento de energia aos navios.
Uma das principais componentes do projeto será a instalação de sistemas OPS – Onshore Power Supply nos terminais de contentores Norte e Sul e no Terminal de Passageiros da Doca 1 Norte. Esta tecnologia permite ligar os navios atracados à rede elétrica em terra e desligar os motores de combustão enquanto permanecem no porto.
A utilização de OPS deverá permitir reduzir emissões de gases poluentes e níveis de ruído durante as escalas, contribuindo para a descarbonização da atividade portuária e do transporte marítimo.
Castro Almeida, ministro da Economia e da Coesão Territorial, considera que a expressão do transporte marítimo em Portugal torna necessário acelerar investimentos que promovam a utilização de energia limpa e a redução de emissões.
Miguel Pinto Luz, ministro das Infraestruturas e Habitação, enquadra o investimento na Estratégia Portos 5+, defendendo o reforço da capacidade, competitividade e integração dos portos portugueses nas grandes cadeias logísticas internacionais.
Maria da Graça Carvalho, ministra do Ambiente e da Energia, classifica o investimento como urgente, apontando a descarbonização dos transportes como uma das áreas em que Portugal continua a enfrentar desafios relevantes.
A eletrificação de navios durante a permanência em porto é uma das soluções utilizadas para reduzir emissões locais em zonas portuárias, sobretudo em terminais com escalas frequentes e períodos prolongados de atracação.
No caso de Leixões, a intervenção deverá abranger áreas associadas ao tráfego de contentores e passageiros, reforçando a componente energética da modernização do porto.








