O Terminal de Cruzeiros do Porto de Leixões deverá passar a contar, a partir de 2029, com um sistema de Onshore Power Supply, permitindo aos navios de cruzeiro ligarem-se à rede eléctrica em terra durante a atracagem.
O projecto é conduzido pela APDL – Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo e está a ser desenvolvido pela VINCI Energies em Portugal, através das marcas Omexom e Actemium.
A solução permitirá que os navios desliguem os geradores a diesel enquanto permanecem atracados, mantendo em funcionamento os sistemas eléctricos e operacionais a partir da rede em terra.
Segundo o comunicado, a redução de emissões de CO₂ durante as escalas poderá situar-se entre 70% e 90%. A medida deverá também reduzir o ruído e o consumo de combustível durante a estadia dos navios em porto.
Durante uma escala, um navio de cruzeiro pode consumir entre 50 e 70 MWh, valor equivalente ao consumo de milhares de habitações. O novo sistema terá uma potência instalada até 16 MVA, com uma primeira fase de 8 MVA.
A infraestrutura será adaptada às diferentes características técnicas dos navios, com fornecimento a 50 ou 60 Hz e tensões de 6,6 kV ou 11 kV.
O projecto inclui uma subestação em terra, alimentada pela infraestrutura eléctrica existente no terminal, sistemas de conversão de frequência e tensão, um sistema móvel de gestão de cabos e uma plataforma SCADA para controlo e monitorização em tempo real.
Gonçalo Sampaio, managing director da Omexom Portugal, afirma que a solução representa “o futuro dos portos”, com operações mais limpas, eficientes e tecnologicamente avançadas.
João Pedro Neves, presidente do conselho de administração da APDL, considera que o sistema OPS representa um passo na estratégia de descarbonização do porto e na melhoria da relação entre a actividade portuária e a cidade.
O Porto de Leixões junta-se assim à tendência de electrificação das escalas portuárias, num sector em que os navios de cruzeiro enfrentam exigências ambientais crescentes nos portos europeus.








