O Porto de Lisboa prevê um crescimento de 4,8% na movimentação de mercadorias em 2026, numa trajetória que a administração portuária associa ao reforço do investimento, à melhoria da eficiência operacional e à recuperação dos fluxos internacionais.
Segundo a informação divulgada, o balanço de 2025 foi marcado por um crescimento global da carga movimentada, impulsionado pela melhoria do contexto económico, pela subida da eficiência operacional, pelo aumento da carga contentorizada, por mais escalas de navios e por maior atividade no segmento de granéis líquidos.
Para sustentar esta evolução, está em curso um ciclo de investimento estimado em cerca de 297 milhões de euros, dirigido à modernização dos terminais portuários, ao aumento da eficiência operacional e ao reforço da sustentabilidade da atividade. Estes projetos integram o programa Portos 5+, estruturado em áreas como digitalização, sustentabilidade, intermodalidade e integração porto-cidade.
As perspetivas para 2026 foram apresentadas no encontro anual da Administração do Porto de Lisboa com operadores de terminais e prestadores de serviços, numa sessão dedicada à análise da evolução da atividade e dos principais projetos estratégicos em curso.
Na vertente ambiental, a administração destaca o desenvolvimento de soluções Onshore Power Supply (OPS), apontadas como capazes de reduzir até 77% das emissões dos navios atracados. Foi também apresentado o projeto de reforço da navegação fluvial no estuário do Tejo, com investimento de 22 milhões de euros e arranque previsto para 2028/29, com o objetivo de retirar milhões de quilómetros de circulação rodoviária e reduzir emissões de CO₂.
A reunião abordou ainda os avanços na digitalização da atividade portuária, incluindo a ligação dos terminais à Janela Única Logística (JUL) e a evolução de sistemas como o SiMTeM, apresentados como contributos para maior integração de informação e eficiência operacional.
Entre os fatores de risco identificados estão condicionantes externas, como as condições meteorológicas adversas no início de 2026, que afetaram a navegabilidade e provocaram danos em infraestruturas portuárias.
A sessão incluiu igualmente a apresentação do Plano Geral de Drenagem de Lisboa, num enquadramento ligado à articulação entre o porto e a cidade e à adaptação às alterações climáticas.








