Santiago Lange recordou a participação nos Jogos Olímpicos de Atlanta 1996 como uma etapa decisiva numa carreira que viria a tornar-se uma das mais marcantes da vela olímpica.
A entrevista integra a série “30 Years of Olympic ILCA Sailing”, promovida pela ILCA para assinalar os 30 anos da estreia olímpica da classe Laser, hoje ILCA, nos Jogos de Atlanta.
Para o velejador argentino, Atlanta 1996 foi apenas um capítulo inicial de uma trajectória olímpica extraordinária. Quando o Laser entrou pela primeira vez no programa olímpico, Lange chegou a Savannah como um dos principais nomes da vela argentina e já com três títulos mundiais na classe Snipe.
Considerado então candidato a uma medalha, terminou a regata olímpica no nono lugar, numa frota muito competitiva. Três décadas depois, o velejador olha para esse resultado como uma experiência que lhe ensinou a preparar melhor os Jogos seguintes.
Atlanta 1996 foi a primeira de sete participações olímpicas de Santiago Lange, um percurso que o coloca entre as figuras mais notáveis da história da vela nos Jogos Olímpicos.
Depois da estreia no Laser, Lange conquistou medalhas de bronze em Atenas 2004 e Pequim 2008 na classe Tornado. O momento mais alto da carreira chegaria no Rio 2016, quando venceu a medalha de ouro na classe Nacra 17 ao lado de Cecilia Carranza.
Esse título ganhou dimensão especial por ter sido conquistado poucos meses depois de Santiago Lange ter sido submetido a uma cirurgia para remover parte de um pulmão, na sequência de um diagnóstico de cancro.
No mesmo ano, o argentino foi eleito World Sailor of the Year pela World Sailing.
Santiago Lange competiu ainda nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020, a sua sétima e última participação olímpica, onde foi um dos porta-estandartes da Argentina na cerimónia de abertura. Retirou-se da competição olímpica em 2023, ao fim de uma carreira de 43 anos.
Para além do percurso olímpico, Lange conquistou quatro títulos mundiais em diferentes classes, consolidando o estatuto de um dos maiores velejadores argentinos de sempre.
A série da ILCA revisita os protagonistas da primeira regata olímpica da classe, em Atlanta 1996, e recolhe testemunhos sobre o significado desse momento três décadas depois.
Fotografia: ILCA








