A Regata dei Tre Golfi definiu os vencedores das classes Maxi 3 e Maxi 4/5 e fechou o quadro completo da fase offshore do IMA Maxi European Championship, que entra agora na segunda parte com regatas costeiras e barlavento-sotavento a partir de Sorrento.
Depois de no sábado terem ficado decididas as classes Maxi 1 e Maxi Grand Prix, a conclusão da regata offshore permitiu apurar também os vencedores das restantes divisões. Na classe combinada Maxi 4/5, o triunfo foi para a Shirlaf, Swan 65 ketch de Giuseppe Puttini, que este ano assinala o 50.º aniversário. A embarcação foi a última a chegar à meta em Nápoles, às 22h45 de sábado, mas venceu a classe, repetindo os êxitos alcançados em 2021 e 2024. No pódio ficaram ainda a H20, de Riccardo De Michele, e a Fra’ Diavolo, de Vincenzo Addessi.
Na classe Maxi 3, o vencedor foi a Cippa Lippa X, de Guido Paolo Gamucci, que foi simultaneamente o primeiro barco da divisão a terminar e o melhor em tempo compensado IRC. A Mylius 60 com quilha basculante completou o percurso em menos de 25 horas. No pódio ficaram ainda a Kallima, de Paul Berger, e a Sensei, de Jean-Sébastien Decaux.
Gamucci explicou que a regata foi decidida em várias transições, sobretudo no regresso de Ponza e na passagem por Li Galli, onde a sua equipa optou por manter-se mais ao largo ao perceber falta de vento junto à costa. O armador destacou também as melhorias introduzidas na embarcação durante o inverno, nomeadamente ao nível do sistema hidráulico, e a entrada de um novo tático, Francesco Bertone Fresia.
A Kallima, campeã em título da classe no IMA Maxi Europeans, terminou em segundo. Romain Mouchel, da equipa, descreveu uma regata muito física e quase toda à bolina, com apenas um curto troço inicial em popa. A fase decisiva acabou por surgir junto a Li Galli, onde a Cippa Lippa X lidou melhor com a transição e escapou numa zona em que vários barcos ficaram presos sem pressão.
Com o fecho da offshore, o campeonato entra agora na segunda fase. Entre 25 e 28 de maio, as quatro classes — Maxi 1, Maxi Grand Prix, Maxi 3 e Maxi 4/5 — disputam regatas de percurso costeiro e de barlavento-sotavento com base na Marina Piccola, em Sorrento. O primeiro sinal de advertência para a regata costeira de abertura está marcado para as 12h00.
A organização antecipa uma fase muito equilibrada. Dee Caffari, que integra a Tilakkhana II como helm coach, considera que a Baía de Nápoles voltará a ser determinante pelo seu padrão de vento e ondulação, sublinhando que em regatas curtas os erros pesam ainda mais. No Maxi Grand Prix, Cameron Dunn, estratega da Jolt, aponta para uma edição especialmente nivelada, num contexto em que várias embarcações apresentam alterações face ao ano passado.
A Regata dei Tre Golfi contou ainda para o Mediterranean Maxi Offshore Challenge 2025-26, troféu da IMA que, após três provas, é liderado pela Tilakkhana II, de Pascale Decaux.
Com os vencedores offshore agora definidos em todas as classes, o IMA Maxi Europeans passa da longa distância para o duelo mais direto entre barcos, numa segunda metade que deverá apertar ainda mais as diferenças em Sorrento.
Fotos: Cedidas pela International Maxi Association

















