A Administração dos Portos de Sines e do Algarve realizou, nos dias 28 e 29 de outubro, uma conferência dedicada à descarbonização, segurança e resiliência do setor portuário, reunindo no Porto de Sines especialistas, entidades e parceiros ligados à atividade marítima, energética e logística.
O encontro abordou alguns dos principais desafios que se colocam atualmente aos portos, desde a transição energética e a sustentabilidade ambiental até à proteção de infraestruturas, cibersegurança, transporte de produtos perigosos e resiliência das cadeias de abastecimento.
Na abertura, o presidente da APS, Pedro do Ó Ramos, destacou o objetivo de alcançar a autossuficiência na produção e fornecimento de energia verde às infraestruturas portuárias até 2045.
O responsável sublinhou também o trabalho desenvolvido nas diferentes áreas da segurança, incluindo a vertente operacional, proteção de infraestruturas, segurança da informação e cibersegurança, salientando a articulação entre a comunidade portuária e logística de Sines e as restantes autoridades.
Jaime Puna, administrador da APS, apresentou o roadmap para a descarbonização e transição energética nos portos de Sines e do Algarve, enquadrando os investimentos em curso num cenário de aumento do consumo de energia e de crescente importância dos novos combustíveis.
No caso de Sines, a estratégia está igualmente ligada aos projetos previstos para a Zona Industrial e Logística de Sines, onde a procura por soluções associadas a combustíveis verdes deverá exigir nova capacidade e maior integração entre porto e indústria.
A vertente ambiental ocupou uma parte significativa do primeiro dia, com a apresentação de estudos de monitorização promovidos pela APS nas áreas do ruído, qualidade do ar, ambientes marinhos e biodiversidade.
No segundo dia, o foco deslocou-se para a segurança e a capacidade de resposta a diferentes tipos de risco. Foram abordados os desafios associados ao transporte multimodal de produtos perigosos, a resiliência da cadeia de abastecimento e novas ameaças à segurança, numa sessão que contou com a participação do Serviço de Informações de Segurança.
O programa incluiu ainda a apresentação de um plano de contingência para cenários de doença infectocontagiosa, alargando a discussão à componente de saúde pública e continuidade operacional.
A conferência integrou também uma visita ao Porto de Sines, com passagem pelos terminais, pela Brigada de Intervenção e Apoio e pela Port Cyber Arena, além de um workshop dedicado ao combate à poluição.
A iniciativa procurou reunir numa mesma discussão os desafios ambientais, energéticos, operacionais e de segurança que condicionam a atividade portuária, com particular atenção à preparação de Sines para um contexto de maior exigência tecnológica e de crescente pressão sobre as cadeias logísticas e energéticas.
Fotografia: APS – Administração dos Portos de Sines e do Algarve







