A Star Sailors League voltou a destacar o funcionamento do SSL Global Ranking, sistema de classificação que procura ordenar velejadores, tripulantes e nações à escala mundial a partir dos resultados obtidos em diferentes classes e competições.
Inspirado no modelo de ranking do ténis, o sistema foi concebido para agregar desempenhos desde os grandes palcos internacionais até às regatas locais, permitindo uma leitura global da posição competitiva de cada atleta e de cada país no universo da vela.
O ranking inclui várias vertentes: uma classificação individual combinada, rankings separados para homens e mulheres, listas distintas para timoneiros e tripulantes, além de um ranking por nações. O sistema permite ainda pesquisas por país e por classe, numa lógica que a organização apresenta como abrangente e transversal a toda a modalidade.
Para hierarquizar provas de natureza muito diferente, a SSL organiza os eventos por categorias. No topo estão os grandes momentos da vela internacional, como os Jogos Olímpicos, a America’s Cup e a SSL Gold Cup, seguidos por campeonatos do mundo, finais do SailGP, campeonatos continentais, qualificações olímpicas, provas nacionais, regionais e até regatas de clube.
A pontuação não é estática. Os resultados do último ano contam a 100 por cento, os do segundo ano pesam 50 por cento e os mais antigos deixam de entrar nas contas. Para cada atleta, apenas os seis melhores resultados dos últimos dois anos são considerados.
No caso das nações, o ranking é construído a partir dos cinco melhores skippers e dos dois melhores tripulantes, servindo depois de base para o seeding das equipas na SSL Gold Cup.
Na atualização de 2 de junho de 2026, o britânico John Gimson, especialista de Nacra 17, surge no topo entre os timoneiros, enquanto Anna Burnet, sua parceira de tripulação, lidera entre os tripulantes. Ambos mantêm presença regular nos lugares cimeiros das principais provas internacionais.
Entre os nomes em destaque surge também Paul Cayard, que continua entre os primeiros apesar dos 67 anos, após os títulos mundiais de Star em 2025 e de Etchells em 2026. No setor feminino, a espanhola Paula Barceló Martín aparece como melhor timoneira classificada.
A Grã-Bretanha lidera o ranking global por nações, à frente da Austrália e dos Estados Unidos, enquanto a Espanha é apontada como o país com mais representantes no top 10 combinado dos rankings de helm e crew.
A SSL sublinha ainda o peso histórico do brasileiro Robert Scheidt, o velejador que mais tempo permaneceu como número um global entre os skippers, com 125 semanas no topo.
Mais do que uma lista estatística, o SSL Global Ranking é apresentado como uma ferramenta de visibilidade para atletas, acompanhamento para adeptos e instrumento de referência para a composição das equipas nacionais ligadas ao universo da Star Sailors League.
Imagens: Cedidas pela Star Sailors League












